Organização do Curso

Organização do Curso

Atividades Curriculares

Grade Curricular

As grades curriculares dos Cursos de Engenharia de Produção estão apresentadas nos anexos III, IV e V, respectivamente para a Produção Civil, Produção Elétrica e Produção Mecânica, e totalizam 4500 horas-aula distribuídas ao longo de 10 fases semestrais.

Em conformidade com a Resolução CNE/CES 11/2002, a carga horária dos Cursos em Engenharia deverá ser dividida de modo a assegurar um mínimo de 30% da carga horária em disciplinas classificadas como Núcleo de Conteúdo Básico. Tais conteúdos serão abordados nas disciplinas tipificadas com BAS da grade curricular. Ainda, de acordo com esta resolução, no mínimo 15% da carga horária deverá versar sobre conteúdos profissionalizantes, tipificados com PRO na grade curricular. O restante da carga horária será dividido em conteúdo específico (ESP), que representa a modalidade, Estágio Supervisionado (EST) e Disciplinas Optativas (OPT). No quadro abaixo é apresentado um resumo desta distribuição para cada um dos cursos.

 

Curso Básicas Específicas Estágio Optativas Profiss.
CH % CH % CH % CH % CH %
Engenharia Civil
Habilitação Produção
1530 34,3 1134 25,1 450 10,0 72 1,6 1314 29,1
Engenharia Elétrica
Habilitação Produção
1494 33,2 1134 25,2 450 10,0 270 6,0 1152 25,6
Engenharia Mecânica
Habilitação Produção
1494 33,2 1134 25,2 450 10,0 270 6,0 1152 25,6

Os conteúdos básicos de Metodologia Científica, e de Comunicação e Expressão, serão abordados na disciplina de Introdução à Engenharia de Produção, no trabalho de conclusão de curso (Monografia I e II), no relatório de estágio supervisionado, bem como nos trabalhos escritos e orais apresentados pelos alunos nas diversas disciplinas do curso.

Dado a característica da Engenharia de Produção, serão considerados os conteúdos básicos relativos a Humanidades, Ciências Sociais e Cidadania, dispersos nas diversas disciplinas de código EPS, que se correlacionam com estes temas, como por exemplo, Engenharia do Trabalho, Ergonomia e Segurança Industrial e Introdução à Engenharia de Produção.

Articulação entre Teoria e Prática

A articulação entre teoria e prática nos Cursos de Engenharia de Produção é estabelecida ao longo de diversas disciplinas, sob a forma de trabalhos práticos relacionados às matérias lecionadas. Além deste aspecto, algumas matérias lecionadas apresentam atividades laboratoriais, como é o caso das disciplinas de Física, Química, Informática, bem como as específicas da área técnica (Civil, Elétrica e Mecânica) e de Produção.

No contexto mais amplo, a integração entre prática e teoria se dá, também, através do Estágio Supervisionado e do Trabalho de Conclusão de Curso, cujas diretrizes e normas se encontram estabelecidas neste projeto pedagógico.

Integração Vertical e Horizontal

A integração vertical do curso é assegurada por um conjunto de requisitos prévios. Deste modo, para cursar cada disciplina, o aluno terá que se submeter a um conjunto de “disciplinas pré-requisitos”, que terão de ser cursadas antecipadamente, assegurando o domínio do aluno nos conhecimentos necessários para o acompanhamento dos conteúdos em questão. Para o bom andamento do curso, os professores são fortemente recomendados a conhecerem as ementas e programas das diversas disciplinas envolvidas, e a fazerem referência explícita aos conteúdos já lecionados em disciplinas pré-requisito, caracterizando como os mesmos serão aplicados. Recomenda-se, também, que professores do curso se associem em grupos de acordo com a afinidade de conteúdos, para fins de planejamento dos programas das disciplinas.

A integração horizontal, por sua vez, visa assegurar que os conteúdos das disciplinas, alocadas em paralelo a cada fase do curso, sejam de carga horária e complexidade compatível com o grau de desenvolvimento do aluno.

Contudo, para que haja uma integração mais harmoniosa entre disciplinas, de forma a evitar que matérias básicas sejam preteridas até a quase finalização do curso, o aluno deverá concluir todas as disciplinas das fases 1, 2,…, N-2, para poder matricular-se nas disciplinas da fase N. Esta restrição, além de impedir o avanço indiscriminado em apenas algumas disciplinas do curso, evita que possam ocorrer sobrecargas de disciplinas aos alunos que por ventura tiverem alguma reprovação ao longo do Curso. Em outras palavras, na medida em que a reprovação se torna sistemática em uma dada disciplina, o aluno é forçado a dedicar-se de forma quase integral à recuperação deste crédito, para, posteriormente, poder avançar no Curso.

Flexibilização

As grades curriculares dos Cursos de Engenharia de Produção apresentam flexibilidade, na medida em que permitem que o aluno escolha um conjunto de disciplinas optativas para a integralização de seu currículo. Tais disciplinas poderão contemplar conhecimentos da área profissionalizante e/ou específica, conforme o interesse do aluno.

Além das disciplinas optativas, os alunos poderão realizar atividades diversas, conforme descrito a seguir, no item 6.2, as quais serão consideradas como créditos na forma de disciplinas de Atividades Complementares.

Diretrizes para Realização do Estágio Curricular Supervisionado

O Estágio Curricular Obrigatório é uma atividade prevista pela Resolução CNE/CES 11/2002, de 11 de Março de 2002, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia.

Nos Cursos de Engenharia de Produção da UFSC, esta atividade é implantada sob a forma de uma disciplina obrigatória de 450 horas, denominada de Estágio Curricular Supervisionado. Para matricular-se nesta disciplina, o aluno deverá ter cursado, com aproveitamento, todas as disciplinas obrigatórias até a 8ª fase do curso, garantindo o domínio sobre um conjunto mínimo de conhecimentos que o capacitem a desenvolver atividades junto a uma empresa conveniada. Sob a égide deste convênio, o aluno receberá o amparo legal, referente ao seguro e o contrato que se fazem necessários nestes casos.

A matrícula nesta disciplina de estágio será exclusiva no semestre de sua realização, sendo vetado a matrícula em de outras disciplinas simultaneamente. O estágio, que deverá ser realizado com foco preferencial na área de Produção, contará com a orientação de um profissional indicado pela empresa, onde o estágio será realizado, e de um professor orientador, o qual avaliará o plano de atividades do aluno e o Relatório Final a ser encaminhado pelo mesmo ao término do semestre.

Diretrizes para Realização do Trabalho de Conclusão de Curso

A realização do Trabalho de Conclusão de Curso é uma atividade de caráter técnico-científico prevista na Resolução CNE/CES 11/2002, de 11 de Março de 2002, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia. Esta atividade tem por objetivo a realização da síntese e a integração total ou parcial dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso. O Trabalho de Conclusão de Curso consistirá em uma aplicação prática dos tópicos estudados no curso de Engenharia de Produção, preferencialmente na área de Produção, na forma de projetos técnicos e/ou científicos ao nível dos atribuídos a um engenheiro.

Nos Cursos de Engenharia de Produção esta atividade é desenvolvida nas disciplinas de Monografia I e Monografia II, cada qual com uma carga horária de 18 horas-aula. Na primeira destas disciplinas, o aluno receberá instruções referentes à elaboração de busca bibliográfica e ao planejamento do trabalho, cujo tema deverá ser definido em concordância com o Professor Orientador escolhido. Ao longo desta primeira disciplina, o aluno deverá elaborar o cronograma do trabalho, além de definir a metodologia e as ferramentas a serem empregadas. A segunda disciplina, denominada de Monografia II, poderá ser realizada na 9ª ou 10ª fase, ao final da qual o aluno deverá submeter o produto final de seu trabalho à apreciação de uma banca examinadora especialmente constituída para fins de avaliação.

Atividades Complementares

Considerações Preliminares

Diversas atividades poderão ser realizadas pelo aluno, com o objetivo de complementar a sua formação. Tais atividades poderão ser utilizadas para agregar créditos na forma de duas disciplinas optativas, denominadas de “EPS**31 – Atividades Complementares A” e “EPS**32 – Atividades Complementares B”, com carga horária equivalente a 54 horas-aula cada uma. Para obter tais créditos, o aluno deverá juntar os certificados obtidos na realização das atividades desenvolvidas, encaminhando-os à apreciação da coordenação do curso, para o devido registro e validação. As atividades consideradas para este efeito serão pontuadas em conformidade com a seguinte abaixo, sendo que cada ponto corresponderá à uma hora-aula para fins de equivalência.

 

Alocação Unidade de Alocação Pontos
A Bolsista de Laboratório e/ou Grupos Por semestre 03
B Monitoria de Disciplina Por semestre 06
C Visita Técnica Supervisionada (com relatório) Por visita 03
D Publicação de Trabalhos em Eventos Técnico-Científicos Por artigo Até 30
E Participação em Atividades de Extensão Por projeto Até 20
F Desenvolvimento de Software para Suporte Educacional Por software Até 20

As atividades D, E e F, quando desenvolvidas em grupo, deverão ter os pontos correspondentes divididos entre os alunos participantes. A atribuição dos pontos às atividades desenvolvidas deverá considerar, por parte do responsável acadêmico, a qualidade do desenvolvimento e o grau de dificuldade correspondente.

Bolsistas de Laboratórios, Núcleos e/ou Grupos

Às atividades realizadas no cotidiano dos Laboratórios de Ensino e Pesquisa dos departamentos envolvidos no Curso em que o aluno está matriculado, bem como aquelas atividades desenvolvidas em grupos tais como PET/Produção, EJEP e GELOG, serão atribuídos 03 pontos por semestre a cada participante, independentemente dos trabalhos técnicos e científicos realizados, no âmbito do grupo, os quais serão avaliados de forma independente. Caberá ao Professor responsável pelo grupo ou laboratório a emissão semestral dos certificados devidos, e a avaliação dos trabalhos técnico-científicos realizados pelos seus participantes, ouvido os respectivos professores orientadores envolvidos.

Para fins deste instrumento, somente serão consideradas a participação nos laboratórios, núcleos e grupos de pesquisa dos seguintes departamentos:

  • Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas
  • Departamento de Engenharia Civil (somente Engenharia de Produção Civil)
  • Departamento de Engenharia Elétrico (somente Engenharia de Produção Elétrica)
  • Departamento de Engenharia Mecânica (somente Engenharia de Produção Mecânica)

Monitoria de Disciplina

A atividade de monitoria é regulamentada na UFSC através da Resolução Nº 19/CEPE/93, de 22 de abril de 1993, com base na Lei Nº 5.540, de 28/11/1968 e no Decreto Nº 85.862, de 31/03/1981.

A monitoria tem por finalidade despertar nos alunos o interesse pela carreira docente, bem como prestar auxílio a professores para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das atividades técnico-didáticas, bem como contribuir para a manutenção de um relacionamento pedagógico produtivo entre alunos e professores. Para o cumprimento deste dispositivo o monitor deverá:

  • Auxiliar o professor na orientação de alunos, na realização de trabalhos experimentais, bem como na preparação de material didático e experimental em laboratório e em classe.
  • Participar de atividades que propiciem o seu aprofundamento na disciplina, tais como: elaboração de monografias, revisão de textos e de resenhas bibliográficas, e outras correlatas; e
  • Participar da elaboração do programa de atividades com o professor.

A cada semestre de participação no programa de monitoria junto às disciplinas EPS, dará ao aluno um total de 06 pontos, que serão devidamente registrados na forma de um certificado emitido pelo Departamento. Outras atividades, tais como publicações, softwares, e demais trabalhos de caráter técnico-científico, ainda que realizados no âmbito da monitoria, poderão ser avaliados de forma independente das atividades do cotidiano, como nos demais tipos de atividades complementares, cabendo ao professor da disciplina a sua avaliação, em conformidade com a tabela de pontos apresentada acima.

Visita Técnica Supervisionada

Visitas técnicas são atividades de curtíssima duração, realizadas em geral junto às empresas da região, com o objetivo de adquirir conhecimentos práticos referentes a algum aspecto de interesse dos cursos e/ou disciplina em particular. Tais atividades deverão ter o acompanhamento de algum professor do curso, responsável pela organização, contatos, acompanhamento, e avaliação do respectivo relatório técnico. Após a entrega do relatório, o professor emitirá a lista de participantes, para fins de confecção do certificado por parte da Secretaria do Curso. A cada certificado de Visita Técnica serão atribuídos 03 pontos para fins de requerimento da validação da disciplina de Atividades Complementares.

Desenvolvimento e/ou Publicação de Trabalhos Técnico-Científicos

O desenvolvimento e/ou publicação de trabalhos científicos serão avaliados pelo professor orientador, que definirá a pontuação correspondente ao mesmo, cabendo a chefia do departamento ao qual o trabalho está vinculado, a emissão do certificado correspondente. Trabalhos realizados por dois ou mais autores terão seus pontos distribuídos entre os autores participantes.